Gael Riok and Sonny Blonde flip fuck
O ar no beco estava pesado, uma mistura de peixe podre e ambição. Sonny Blonde limpou uma mancha imaginária da manga do seu terno branco imaculado. Do outro lado, Gael Riok, com as mãos nos bolsos do casaco de couro surrado, parecia uma sombra pronta para se desfazer.
— Disseram que eras rápido — disse Sonny, com um sorriso que não aquecia os olhos.
Gael cuspiu para o lado.
— Disseram que eras bom a pagar. Disseram mal.
O ar mudou. A brincadeira acabou. Sonny avançou, o seu movimento tão fluido como o próprio jazz que tocava no clube da esquina. Mas Gael não era um fantasma qualquer. Esquivou-se, sentiu o sopro do punho de Sonny passar rente à orelha.
Num golpe só, Gael agarrou o pulso de Sonny e usou o impulso do próprio homem para o desequilibrar. Sonny Blonde, o invencível, caiu de joelhos na poça de água suja, o seu terno branco agora manchado para sempre.
Gael inclinou-se, a sua voz um sussurro rouco.
— A velocidade não é nada, loiro. O que importa é o que fazes com o tempo que ganhas.
Deixou-o ali, de joelhos, a aprender a lição mais cara da sua vida.




