French Daddy XXXL and HimerosBlack fuck
O distrito da Luz Vermelha de Nova Veneza não era um lugar, era um organismo. Respirando através de néon úmido e o suspiro coletivo do desejo, ele pulsava com uma batida baixa e constante. Em seu coração, escondido atrás de um veludo cor de vinho, ficava o “Éden Tátil”, um clube onde a arte do toque era a única religião.
French Daddy XXXL era seu sumo sacerdote. Nenhum nome poderia ser mais apropriado. Ele não era apenas grande; era uma paisagem. Um homem de proporções monumentais, com uma barba bem cuidada que descia em cascata sobre um peito que mais parecia uma fortaleza. Ele usava mantos de seda que pareciam cachoeiras sobre seus ombros largos. French Daddy não era um stripper comum; ele era uma experiência. Seu poder não estava na agilidade, mas em uma presença avassaladora, em um toque que podia fazer você se sentir pequeno, seguro e devorado, tudo ao mesmo tempo. Ele era um mestre da intimidade teatral, mas sua própria pele era uma muralha.
HimerosBlack era o seu oposto perfeito. Um dançarino novo no clube, um fenômeno elétrico e esguio. Seu nome de arte era uma combinação do deus grego do desejo e do vazio. Ele se movia como uma sombra feita de fumaça e âmbar, seus membros desenhando linhas no ar sob a luz negra, que fazia as tatuagens biomecânicas em seu corpo brilharem como veias de energia púrpura. Enquanto French Daddy era calor e peso, Himeros era frio e velocidade. Seu olhar era intenso, direto, desmontando almas com uma precisão cirúrgica. Ele não acariciava a plateia; ele a perfurava.
O Éden os emparelhou para um dueto. “Carne e Espírito”, o anúncio dizia.
A primeira vez que ensaiaram, foi um desastre de polaridades. A música começou, uma batida profunda e sensual. Himeros se moveu como água, envolvente, tentando se entrelaçar com a massa imponente de French Daddy. French Daddy permaneceu como um rochedo, seus movimentos deliberados e pesados.
“Você precisa ceder”, Himeros sibilou, suando, sua respiração um pouco ofegante de frustração.
“Você precisa de base, garoto”, a voz de French Daddy era um terremoto baixo, fazendo o chão tremer. “Não é sobre se contorcer. É sobre… gravidade.”
Himeros parou. Gravidade. Ele olhou para aquele homem-montanha. Não como um obstáculo, mas como um centro. Um sol.
No ensaio seguinte, algo mudou. Himeros não tentou mais se enrolar em French Daddy. Ele orbitou. Ele usou sua agilidade para realçar a imobilidade solene do homem maior, deslizando ao seu redor como um cometa escuro, tocando-o apenas com a ponta dos dedos, com o sopro de seu cabelo. E French Daddy, por sua vez, começou a se mover. Não muito. Apenas o suficiente – uma mão se erguendo para encontrar a de Himeros, a cabeça se inclinando para receber a sombra do corpo mais magro contra seu pescoço.




