Franco Mars era cinza: ternos impecáveis, silêncio calculado, alma de concreto. Cuban DY trazia cor: dança solta, riso que espalha tinta, pele que canta.
Numa festa chique, Franco observava de longe a bagunça alegre de Cuban. Aproximou-se sem jeito. “Você é barulhento.”
“E você chato. Dança comigo?”
Franco negou com a cabeça. Cuban DY puxou suas mãos. “Um minuto só.”
E naquele minuto, o homem engravatado sentiu o chão sumir. Não aprendeu os passos, mas aprendeu a cair. E Cuban DY segurou. Ali, entre o rigidez e a leveza, o amor nasceu desajeitado — e perfeito.

