Evan Pitcher and Apollo Fates
Evan Pitcher carregava o cansaço do mundo em seus ombros. Nascido para ouvir os segredos mais sombrios, ele passava seus dias na pequena loja “O Desabafo”, onde as pessoas chegavam com o coração pesado e partiam mais leves. Mas Evan nunca se livrava do peso que recolhia.
Até que Apollo Fates entrou. Diferente de todos, não trazia tristeza, mas uma curiosidade abrasadora. Seus olhos prateados brilhavam com perguntas impossíveis: “Qual o gosto do azul?”, “Como soa o crescimento da grama?”.
Enquanto Evan colecionava histórias terminadas, Apollo colecionava começos. Onde Evan via um fim, Apollo via um enigma. Um dia, Evan confessou seu fardo: “Guardo tanto desespero que esqueci minha própria voz”.
Apollo sorriu, estendendo a mão. “Então vamos trocar. Me dê um pedaço do seu silêncio. E em troca, leva esta pergunta: qual som o seu próprio coração faz quando você não está ouvindo os outros?”
Pela primeira vez, em anos, Evan fechou os olhos e escutou a si mesmo. E no lugar do cansaço, encontrou uma melodia esquecida. Evan, o colecionador de finais, e Apollo, o semeador de questões, descobriram que algumas histórias não terminam; elas simplesmente mudam de mãos.




