EMERGENCY: Tratamento Vip – Aquele Ton and Gui Falconni fuck
O sol da manhã entrava pelas frestas do galpão, iluminando as latas de tinta spray alinhadas na prateleira. Aquele Ton segurava um pincel fino, os dedos manchados de tinta preta.
— Assim não vai — murmurou, observando o traço torto no painel.
Gui Falconni apareceu na porta, uma mochila pendurada num ombro só. Parou, as mãos nos bolsos, apreciando o mural inacabado.
— Tá bonito.
— Tá uma merda — Aquele Ton jogou o pincel no balde. — A mão treme, o traço foge… Antes era melhor.
Gui aproximou-se, sentou num banco sujo de tinta seca.
— Antes tu tinhas medo de errar. Agora tens medo de tentar.
Aquele Ton virou-se, os olhos cansados.
— Filosofia barata, Falconni?
— Verdade velha. Desde que te conheço, tu só termina o que começa quando alguém acredita.
Silêncio. O vento bateu na chapa de zinco, fazendo-a ranger.
— E tu acreditas? — perguntou Aquele Ton, a voz mais baixa.
Gui levantou, pegou outro pincel, molhou na tinta azul.
— Se não acreditasse, não tinha atravessado a cidade de bicicleta às 7 da manhã.
Aquele Ton sorriu, coisa rara. Pegou o pincel de volta.
— Então vamos. Mas se ficar horrível, a culpa é tua.
— Anotado.
E pintaram até o sol se pôr.




