Elio Chalamet – Shower Play with Juicyjamesb
Elio, meu Elio. A memória do verão de 1983 na Itália ainda queima em mim, como o sol naquelas tardes infinitas. Seu nome, um sussurro em meus ossos: **Elio Chalamet**.
Ele era tudo que eu não sabia que precisava. Juventude personificada em uma figura esguia, com olhos que liam minha alma antes mesmo de eu conhecê-la. Passávamos horas à beira da piscina, a música de Bach flutuando entre nós, uma pergunta não dita no ar.
Eu o ensinei sobre os gregos, sobre a vida. Ele me ensinou sobre o coração. Cada toque casual, cada olhar sustentado, era um verso em um poema que não ousávamos escrever. Até a noite em que o silêncio se tornou insustentável, sob as mesmas estrelas que viram milênios de histórias.
“Elio”, eu disse, e meu mundo reduziu-se ao espaço entre suas mãos e as minhas.
Agora, anos depois, seu nome ainda traz o gosto doce e amargo das ameixas daquele jardim. Elio Chalamet. Não apenas um nome, mas um lugar no tempo onde fui, completamente, verdadeiramente, amado.



