Drew Valentino and Cain Marko fuck

Drew Valentino era um coreógrafo, um arquiteto do movimento. Seu estúdio, um espaço amplo e claro com espelhos infinitos, era seu reino. Lá, ele transformava a angústia, a alegria e o caos em sequências perfeitas e harmoniosas. Sua vida era uma busca constante pelo equilíbrio, pela linha perfeita entre a força e a suavidade. Mas fora dali, seu mundo era silencioso, quase estático, como se estivesse sempre à espera do ritmo certo.
Cain Marko era o oposto da harmonia. Ele não entrava nos lugares; ele invadia. Um bombeiro, Cain era um turbilhão de energia contida. Suas mãos, capazes de derrubar portas e carregar pessoas, pareciam desajeitadas para tudo que fosse delicado. Sua vida eram os turnos intensos, os gritos das sirenes, o calor violento das chamas e, depois, o silêncio ensurdecedor de um apartamento vazio. Ele era um vulcão adormecido, cheio de cicatrizes e uma força que muitas vezes se voltava contra si mesmo.
O destino, em sua ironia habitual, usou o fogo para aproximá-los. Um curto-circuito no andar acima do estúdio de Drew causou um pequeno incêndio. Cain estava na equipe de resposta. Enquanto seus colegas controlavam as chamas, ele encontrou Drew no corredor, não em pânico, mas tentando salvar um baú antigo cheio de partituras e anotações coreográficas, relíquias de sua avó.
— É só papel, cara! — Cain gritou, segurando Drew pelo braço.




