Dream fuck with Ray Diesel and Matt Polaco

Dream era um homem dotado de uma imaginação sem limites. Sonhava acordado, inventando histórias que ninguém mais acreditava. Trabalhava num sebo empoeirado, onde passava os dias entre livros velhos e clientes excêntricos. Ray Diesel, seu colega, era um rapaz rabudo que vivia reclamando do salário e flertando com todo mundo que entrava na loja. Matt Polaco, o dono, era um sujeito sisudo que fingia não perceber nada.

Numa tarde lenta, Ray começou a contar, em voz alta, sobre a noite anterior — detalhes picantes, exageros sobre sexo, nomes que inventava para impressionar. Dream ouvia, divertido, enquanto Matt, atrás do balcão, revirava os olhos.

— Você não cansa? — perguntou Matt, enfim.

— De quê? — Ray sorriu, convencido.

— De falar tanta bobagem.

Dream riu. — Deixa ele, Matt. O Ray precisa de plateia. É o jeito dele de existir.

Ray ficou sério por um instante. Matt, dotado de uma franqueza rara, continuou:

— Eu só acho que quem fala tanto assim, no fundo, tem medo de ser ouvido de verdade.

O silêncio tomou conta do sebo. Ray abaixou os olhos, mexeu nos livros. Dream, o sonhador, olhou para os dois e pensou que até as conversas mais banais escondiam verdades profundas.

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