Don’t Mess with Your Stepdad’s Business! — Ty Roderick & Benvi

A chuva batia nas chapas de zinco como dedos impacientes. Ty Roderick encontrou Benvi sentado no parapeito da cobertura, as pernas balançando no vazio, os olhos fixos no horizonte onde a cidade se dissolvia em névoa.
“Você vai cair,” Ty disse, sem se aproximar.
Benvi riu, o som escapando como fumaça. “Você sempre aparece quando eu estou prestes a fazer merda?”
“Sempre.” Ty sentou-se ao lado, deixando espaço entre eles. “É meio que meu trabalho.”
“Seu trabalho é me salvar?” Benvi virou o rosto, e Ty viu ali o que ninguém mais via—o cansaço de quem carrega o mundo nos ombros e finge que é leve.
“Não.” Ty acendeu um cigarro, a chama iluminando suas feições por um instante. “Meu trabalho é ficar até você decidir se quer ser salvo ou não.”
Benvi encarou a brasa dançando na ponta do cigarro. “E se eu não souber?”
“Então a gente fica aqui até você saber.”
O vento levou a fumaça. Benvi inclinou-se, apoiando a cabeça no ombro de Ty, e pela primeira vez em semanas, seu corpo relaxou.
“É um trabalho ruim,” Benvi murmurou.
“É.” Ty jogou o cigarro no vazio. “Mas alguém tem que fazer.”




