Dom King & Sumner Blayne – Sneaky Showroom Fuck
Dom King consertava coisas quebradas numa oficina no fim da rua. Consertava torradeiras, relógios, corações alheios sem saber.
Sumner Blayne apareceu com uma máquina de escrever dos anos 40. A tecla do “A” não funcionava.
“Sem o A não posso escrever ‘amor'”, ela disse, com um sorriso tímido.
Dom abriu a máquina com a paciência de quem entende de silêncios. Sumner ficou, olhando suas mãos. Ficou uma hora. Depois duas.
“Fica pronto amanhã”, ele mentiu.
Ela voltou no dia seguinte. E no outro. O “A” já funcionava, mas ela sempre encontrava uma nova desculpa: o “B” estava lento, o “C” rangia.
Dom nunca cobrou.
Numa tarde de chuva, ela confessou: “A verdade é que eu só queria um motivo pra voltar.”
Ele ergueu os olhos, ferramenta na mão.
“Então volta amanhã”, disse baixo. “O ‘Z’ talvez precise de ajuste.”
Ela riu.
Fora da oficina, o mundo continuava. Mas dentro, entre engrenagens e teclas mudas, Dom King aprendeu que algumas coisas não precisam de conserto.
Precisam de tempo.
E Sumner Blayne finalmente escreveu “amor” numa folha em branco. Com o “A” funcionando perfeitamente.




