Diego Alexander Rivano acreditava que o amor era apenas uma teoria. Até que, numa biblioteca antiga, seus dedos tocaram os de Luna ao pegarem o mesmo livro de Neruda.
O tempo parou.
Ele sorriu, ela corou. Em silêncio, dividiram versos e um café frio. A chuva lá fora insistia, mas dentro dele nascia uma certeza.
— Esse poema é seu — disse ele, devolvendo o livro.
Luna negou com a cabeça.
— Não. O poeta sou eu, desde que te vi.
Diego Alexander Rivano, então, entendeu: sua maior descoberta não estava nas páginas, mas no olhar dela.
