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Deep in the Cabin – Shane Thomas Takes Grant Ducati Raw

A poeira vermelha do entardecer baiano se misturava com o ronco abafado de uma moto custom. Sobre ela, Grant Ducati, de botas gastas e jaqueta de couro cheia de adesivos de garagens distantes. Ele não tinha um destino, apenas um horizonte para perseguir. Sua única pausa foi quando a moto, uma Harley antiga e temperamental, decidiu cuspir óleo e morrer à beira de uma estrada de terra, em frente a uma oficina que mais parecia um barraco.

A placa de madeira podre dizia “Oficina do Shane”.

Dentro, Shane Thomas era um homem de poucas palavras e ferramentas certas. Cercado por carcaças de carros antigos e o cheiro eterno de gasolina e óleo queimado, ele consertava o que chegava com uma calma que beirava a indiferença. A vida lhe havia ensinado que tudo, cedo ou tarde, quebra—e tudo pode ser consertado, se você tiver a peça certa e a paciência necessária.

Grant empurrou a moto até a entrada. “E aí, velho, dá um jeito nisso aí?”

Shane nem olhou. Cuspiu no chão de terra e acenou com a cabeça para um canto sombrio da oficina. “Pode deixar aí. Volta amanhã.”

“No meio do nada? Não tenho onde ficar.”

“Problema seu,” Shane respondeu, limpando as mãos em um pano sujo.

Grant era teimoso. Em vez de sair, pegou sua mochila, sentou-se em um pneu velho e acendeu um cigarro. “Então vou esperar.”

Shane ignorou o forasteiro por uma hora, talvez duas. Mas, contra sua vontade, uma ponta de curiosidade surgiu quando viu Grant, mais tarde, ajustando o carburador com uma precisão que ele não esperava de um nômade. O cara entendia de máquinas.

“Errado,” Shane disse, finalmente se aproximando. “A pressão do óleo tá baixa. É a bomba.” Ele pegou uma chave da bancada e, com três movimentos precisos, confirmou seu diagnóstico.

Grant olhou, impressionado. “Você nem olhou o manual.”

“Manual é pra quem não sente o motor,” Shane cuspiu a sentença.

Naquela noite, sob um céu estrelado que parecia um manto, os dois homens dividiram uma garrafa de cachaça barata. Grant falou de estradas asfaltadas e cidades que passavam como um furacão. Shane falou de uma vida inteira consertando as mesmas picapes, para os mesmos homens, no mesmo pedaço de terra.

Ao amanhecer, a moto estava pronta. Mas Grant não partiu. Ele olhou para a oficina decadente, para as ferramentas organizadas com uma lógica perfeita, e para o rosto cansado de Shane.

“Você conserta tudo aqui, mas quem conserta esse lugar?” Grant perguntou.

Shane não respondeou.

“Tenho uma ideia,” Grant continuou, um sorriso surgindo em seu rosto. “Você sabe consertar. Eu sei encontrar quem precisa consertar. A estrada tá cheia de motos quebradas e carros parados. Ninguém faz um serviço honesto. Que tal a gente virar sócios? ‘Shane & Ducati — Consertamos qualquer coisa sobre rodas’.”

Shane riu, um som rouco e raro. “Ducati? Isso é nome de moto, não de gente.”

“É o nome que vai trazer os clientes,” Grant retrucou.

Shane olhou para suas mãos calejadas, para a estrada vazia, e então para o horizonte que Grant representava. Pela primeira vez em anos, ele não via um fim de linha, mas um cruzamento.

“Precisa pintar a placa,” Shane disse, finalmente. “O ‘Ducati’ tem que ser maior.”

Grant deu partida na moto. O ronco ecoou pelo vale, não mais como um som de fuga, mas como um chamado.

“Vamos, sócio. Tem serviço na cidade vizinha.”

E naquele dia, a oficina do Shane fechou cedo. Os dois homens partiram na velha Harley, um consertando a solidão do outro, encontrando na poeira da estrada um novo começo.

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