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Dato Foland fucks Allen King

O armazém à beira do rio em Antuérpia cheirava a café, especiarias e mentiras. A chuva batia suave no telhado de zinco, um ritmo constante que marcava o tempo daquela reunião noturna.

Dato Foland era um homem que parecia ter sido esculpido em carvalho envelhecido. Com seu sobretudo de tweed e os olhos que eram duas lascas de âmbar sobrancelhas grisalhas, ele exalava uma autoridade silenciosa. Na sua frente, sobre um barril, repousava um pequeno baú de madeira escura, despretensioso, mas que irradiava uma tensão palpável.

“Do outro lado do mundo, em um escritório com vista para o porto de Valparaíso, um homem muito infeliz está acordado nesta mesma hora,” disse Dato, sua voz um baixo profundo e educado, com o sotaque desgastado de quem negociou em todos os continentes. “Ele pagou uma fortuna por esta… bagatela. Acredita que é a chave para um segredo familiar.”

Ele deslizou o baú para o centro do barril.

Na penumbra, Allen se moveu. Mais jovem, vestido com roupas escuras e funcionais, ele não parecia um negociante ou um ladrão. Parecia um fantasma, uma ausência de presença. Seus movimentos eram econômicos, fluidos. Ele pegou o baú sem abri-lo, pesando-o na mão por um segundo. Seus dedos, finos e precisos, exploraram as junas da madeira, a fechadura de ferro simples.

“O selo de cera é falsificado,” observou Allen, sua voz era calma, quase monótona, mas cada palavra era um fato. “Copiado de um documento do século XVII da corte espanhola. A madeira é pinho nórdico, tratado para parecer mais antigo. A fechadura é do século XIX, mas a ferrugem foi induzida quimicamente.” Ele olhou para Dato. “Uma peça de teatro cara. Muito bem feita. Quase perfeita.”

Dato sorriu, um leve movimento dos lábios que não chegou aos olhos. “‘Quase’ é a palavra mais importante do nosso comércio, meu caro Allen. É a distância entre riqueza e ruína. O homem de Valparaíso não comprou um artefato. Ele comprou uma história. E histórias… são minha especialidade.”

Allen colocou o baú de volta no barril. “E a minha especialidade é separar a história da verdade. Há um peso a mais no canto inferior direito. Não é da madeira. É denso. Chumbo, talvez. Ou ouro.”

Os dois homens se encararam no ar úmido do armazém. Um era o arquiteto das ilusões, tecendo narrativas convincentes em volta de objetos duvidosos. O outro era o cirurgião da realidade, dissecando cada detalhe até encontrar a falha, o anacronismo, a mentira. Eles não eram amigos. Talvez fossem adversários. Mas, naquela noite, eram parceiros em uma dança delicada.

“O conteúdo interno,” prosseguiu Dato, “é irrelevante. Pode ser uma moeda de chumbo banhada a ouro, ou um seixo do rio Sena. O que importa é que o comprador acredite que é o selo perdido do almirante Alvaro de Mendoza. E para isso, ele precisa da autenticação de um perito imparcial, infalível. De você.”

Allen permaneceu em silêncio por um longo momento, ouvindo a chuva. Ele era a sentinela no portão da credibilidade. Seu nome, em certos círculos obscuros, era mais valioso que ouro. Um sim dele transformava lendas em patrimônio. Um não reduzia fortunas a pó.

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