Dante Colle and Jake Porter – Fad Diet
O vento uivava entre os túmulos do cemitério de Ravenswood. Dante Colle, com sua bengala de ébano, tocava a lápide mais antiga, sussurrando encantamentos em latim. Ele não era um necromante comum; era um arquivista da morte, catalogando almas presas.
Jake Porter observava, não com medo, mas com a curiosidade afiada de um caçador de fenômenos. Sua câmera termográfica capturava vórtices de energia azul onde Dante passava.
“Ela está quase livre, Porter. Pare de apontar esse negócio para cá”, rosnou Dante, sem virar-se.
“Apenas documentando, Colle. O mundo precisa saber.”
“O mundo precisa de paz, não de fotos fantasmagóricas”, replicou Dante, golpeando o solo com a bengala. Uma luz suave emanou da terra, e um sussurro de alívio ecoou, seguido de silêncio.
Jake baixou a câmera, o desapontamento dando lugar à admiração. “Você a liberou.”
“Isso é o que faço. Não capturo fantasmas, liberto ecos.” Dante virou-se, olhando para o céu que clareava. “Venha. Há mais arquivos para fechar no distrito industrial.”
Jake, pela primeira vez, desligou a câmera. Algumas histórias, percebeu, eram melhor vividas do que documentadas. E, talvez, alguns parceiros inesperados valessem mais do que qualquer furo.




