Daniel Evans & Theo Brady
O armazém de antiguidades do Sr. Evans era um labirinto de poeira e segredos. **Daniel Evans**, neto do dono, acreditava ter visto tudo, até aquele sábado.
Foi quando **Theo Brady** entrou, não como cliente, mas perseguindo um vulto que sumiu entre as estantes. “Polícia?”, Daniel perguntou, bloqueando a passagem.
“Pior”, Theo ofegou, mostrando um emblema de uma sociedade de pesquisas paranormais. “Ele veio pelo portal.”
Daniel riu, até notar o relógio de bolso de 1890 na vitrine batendo à mesma frequência cardíaca de Theo. Era a peça que seu avô avisara para nunca vender.
O vulto reapareceu, um eco de um inventor do século XIX. Juntos, Daniel, com seu conhecimento das histórias do avô, e Theo, com seus medidores de energia ectoplásmica, descobriram a verdade: o inventor não era um fantasma, mas uma memória presa no relógio, que só queria terminar sua última invenção.
Theo estabilizou o campo enquanto Daniel, com mãos firmes, abriu o relógio e completou o circuito minúsculo que faltava. Um clarão suave encheu o armazém, seguido por um suspiro de alívio. O vulto se dissolveu em luz.
No silêncio que seguiu, os dois se olharam. O relógio agora marcava a hora certa.
“Precisa de um assistente?”, Theo perguntou, enquanto Daniel limpava a poeira das mãos.
“Eu estava pensando em um parceiro”, Daniel corrigiu, com um sorriso. O armazém ainda guardava segredos, mas agora, eles teriam duas mentes para decifrá-los.




