Daniel De La Rosa gets fucked by Guillaume Wayne

Daniel De La Rosa conheceu Guillaume Wayne num café minúsculo em Montmartre. Daniel desenhava num canto, o lápis a dançar no papel. Guillaume, do outro lado, fingia ler um livro, mas os olhos, verdes como o Sena numa tarde de outono, não saíam de Daniel.
O acaso, ou a coragem, juntou-os quando um temporal os obrigou a partilhar o mesmo guarda-chuva. Caminharam devagar, esticando o percurso, a desculpa para prolongar o momento. Falaram de tudo e de nada, e Daniel sentiu que Guillaume era uma canção antiga que ele sempre soubera de cor.
Os meses seguintes foram um só dia. Piqueniques no parque, conversas até de madrugada, o silêncio confortável de quem já não precisa de palavras. Descobriram que o amor mora nos pequenos gestos: no café que Guillaume preparava todas as manhãs, no sorriso de Daniel ao vê-lo adormecido.
Anos depois, num dezembro frio, Guillaume ajoelhou-se na neve do mesmo parque. Não tinha um anel, apenas um pedaço de papel onde Daniel, numa daquelas primeiras tardes, tinha desenhado os dois. “A minha história”, disse Guillaume, “começa e acaba em ti.” E Daniel, com os olhos marejados, respondeu apenas: “Assina aqui o final.”




