Dalton, Brayden e Justin eram amigos de infância. Mas o tempo os transformou em estranhos.
Dalton virou médico. Brayden foi para a guerra. Justin ficou na cidade pequena, consertando motores.
Cinco anos depois, reencontraram-se no velho bar da esquina. O silêncio doía mais que qualquer briga.
“Lembram do rio?”, perguntou Justin, quebrando o gelo.
Dalton sorriu. “Você caiu da ponte.”
“E vocês pularam atrás de mim”, completou Brayden.
Riram. Pediram mais uma rodada. Descobriram que Dalton odiava ser médico, que Brayden ainda tinha pesadelos e que Justin nunca perdoara a si mesmo por ter ficado.
Quando o bar fechou, caminharam até a ponte. Olharam o rio escuro.
“Não importa o que fizemos ou deixamos de fazer”, disse Dalton. “A gente ainda sabe nadar.”
E, sem combinar, pularam juntos. Na água gelada, reencontraram o que haviam perdido: um ao outro.

