Curt Cade and Devan Meji fuck

Na penumbra fumarenta do bar *The Rusty Nail*, o blues era uma ferida aberta. Curt Cade, com seu violão velho e sua voz rasgada de uísque, sangrava no palco todas as noites.
Até que uma segunda-feira lenta trouxe Devan Meji. Não para beber, mas para consertar o velho ar-condicionado, sua caixa de ferramentas rangendo mais que as tábuas do assoalho. Ele trabalhou no silêncio enquanto Curt ensaiava um lamento.
“Seu Mi bemol está desafinado”, disse Devan, sem olhar da bobina que consertava. “E sua ponte está um milímetro alta, por isso dói nos agudos.”
Curt parou, atônito. “Como você sabe?”
Devan finalmente ergueu os olhos. “Meu avô construía cavaquinhos. O som… é matemática e madeira.” Ele ajustou dois parafusos no violão, e deu um afinação rápida e precisa.
Quando Curt tocou novamente, as notas saíram redondas, limpas, como um suspiro aliviado. Era um som que não machucava mais. Curt olhou para aquelas mãos hábeis, que consertavam coisas quebradas.
“Posso comprar um drink para o técnico?” perguntou, a voz mais suave.
Devan sorriu, guardando sua chave inglesa. “Só se eu puder ouvir o resto da música.”
E naquela noite, pela primeira vez, o blues de Curt não terminou em solidão.




