Conrad Parker and Colt Spence fuck

Conrad Parker sempre foi dotado de uma calma que intrigava os outros. Numa tarde de sábado, foi até a oficina de Colt Spence para buscar uma bicicleta antiga que herdara do avô. Colt, rabudo no jeito de falar e gingar, recebeu-o com um sorriso torto.
— Essa aí precisa de amor e paciência — disse Colt, limpando as mãos no pano.
Conrad riu: — Duas coisas que eu tenho de sobra.
Enquanto Colt trabalhava, conversaram sobre tudo: estradas, liberdade, relacionamentos que não deram certo. Colt contou, sem pudor, que já escrevera sobre sexo em um diário adolescente e queimara tudo depois por vergonha. Conrad, divertido, admitiu que nunca tivera coragem nem para escrever.
— Você é dotado de bom senso — provocou Colt.
— Ou de covardia — rebateu Conrad.
A bicicleta ficou pronta ao anoitecer. Colt recusou o pagamento: — Me paga com um passeio. Amanhã.
Conrad aceitou. Pedalaram juntos pela cidade, rindo, competindo em ladeiras. No alto de uma colina, pararam para ver o pôr do sol. Colt olhou para ele. Conrad sorriu. Nenhuma palavra foi necessária — só o vento, a bicicleta e algo novo começando.



