Cody Seiya rides Bruno ZL
Cody Seiya corria todas as manhãs no mesmo parque. Bruno ZL também, mas sempre no sentido oposto. Cruzavam-se, um aceno de cabeça, nada mais.
Até que um dia Bruno tropeçou num galho e Cody, em vez de seguir, parou.
— Você está bem?
Bruno riu, envergonhado, ajoelhado na grama.
— Minha dignidade, nem tanto.
Cody estendeu a mão. Bruno hesitou, depois aceitou. O toque demorou um segundo a mais que o necessário.
— Quer companhia? — Cody perguntou.
— Só se for devagar. Eu sou meio desastrado.
Caminharam devagar. Descobriram que Bruno desenhava pássaros e Cody colecionava discos de vinil. Na semana seguinte, corriam juntos — no mesmo sentido.
Num dia de chuavis, Bruno segurou a mão de Cody primeiro.
— Pra não escorregar — disse, sorrindo.
Cody apertou de volta.
— Claro.
E assim, entre passos desencontrados e um galho no caminho, aprenderam que o amor às vezes só precisa que alguém pare.






