Clogging – Brigadeirao and Mael fuck

Brigadeirao era o apelido que todos usavam para o confeiteiro grandalhão da padaria da esquina. Ele fazia brigadeiros perfeitos — doces, macios, com um toque de sal que ninguém entendia, mas todos amavam. Mael era o cliente silencioso que aparecia todas as tardes, comprava um único brigadeiro e comia devagar, como se cada mordida fosse um ritual.
“Você sempre pede o mesmo”, observou Brigadeirao, certa tarde.
“É o melhor”, respondeu Mael, limpando o açúcar dos lábios.
“Já provou os outros?”
Mael ergueu os olhos. “Não quero estragar a surpresa.”
Brigadeirao riu. Passou a reservar um brigadeiro especial para ele — às vezes com recheio diferente, às vezes com uma mensagem escrita no papelzinho. Mael começou a demorar mais, a conversar mais. Descobriram que ambos colecionavam discos antigos e detestavam festas.
Numa tarde de chuva, Mael chegou encharcado. Brigadeirao o puxou para dentro, enrolou-o numa toalha e entregou o doce de sempre. “Por que você vem todo dia?”, perguntou.
Mael segurou a mão dele. “Pelo brigadeiro. E por você.”
O beijo teve gosto de chocolate e chuva. E Brigadeirao, enfim, entendeu o segredo do toque de sal.



