CJ Clark (CJClarkOfficial para seus milhares de inscritos) era um furacão de energia digital. Sua vida era um turbilhão de alerts, notificações, gritos de “Valeu pelo sub!” e late-night gaming sessions. Seu apartamento era um santuário tecnológico, com monitores brilhando como vitrais modernos e uma cadeira gamer como seu trono. Mas, no final de cada transmissão, quando a câmera desligava, um silêncio profundo e pesado tomava conta do ambiente. Era a solidão do espetáculo constante.
Leo era o novo porteiro do prédio. Um homem tranquilo, que preferia o cheiro de livros antigos ao de energia elétrica. Sua vida era de rotinas silenciosas: receber encomendas, acenar para os moradores, e perder-se em romances clássicos em sua pequena cabine, especialmente durante as madrugadas.
Seus mundos colidiram por causa de uma encomenda perdida. Um pacote vital para CJ – um novo teclado patrocinado – havia sumido. CJ desceu ao saguão em um estado de puro pânico criativo, falando a mil por hora, suas mãos gesticulando enquanto explicava a situação para o porteiro calmo.
Leo, em vez de se atrapalhar com a energia caótica de CJ, simplesmente ouviu. Com uma serenidade que parecia impenetrável, ele anotou os detalhes, fez algumas perguntas precisas e, com um sorriso tranquilo, disse: “Vou resolver isso.”

