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Christian Hupper and Julian Shul fuck

Christian Hupper sempre acreditou que as melhores histórias começavam em silêncio. Por anos, ele foi o dono da pequena livraria “O Viajante de Páginas” no centro da cidade, um refúgio de madeira escura e cheiro de papel envelhecido. Sua vida era meticulosa: abrir as portas às 9h, organizar os livros por cor do lombada, fechar às 19h. Um ritmo solitário e seguro, até que uma tempestade de primavera entrou com força pela porta, acompanhada por um estranho.

Julian Shul não estava apenas molhado. Ele estava encharcado, com os cabelos castanhos colados na testa e os óculos embaçados, segurando uma pasta de couro contra o peito como um escudo. “Preciso de um lugar para esperar a chuva passar”, disse, ofegante. Christian, tomado por uma rara impulsividade, ofereceu-lhe não apenas abrigo, mas um chá de canela que estava preparando no pequeno bule traseiro.

Enquanto secava os óculos com a ponta da camisa, Julian revelou-se um tradutor de livros raros, em busca de uma edição específica de poemas portugueses. Christian tinha exatamente aquele livro, escondido em uma prateleira alta. Foi buscá-lo, e quando suas mãos se tocaram na troca do volume empoeirado, um choque súbito e suave percorreu o pulso de Christian.

A chuva durou três horas. E Julian voltou no dia seguinte. E no outro. Primeiro, com a desculpa de explorar a seção de poesia. Depois, para discutir a tradução de um verso difícil. As tardes na livraria transformaram-se em um ritual: Christian com seu chá, Julian lendo trechos em voz alta, a luz do fim de tarde pintando o chão de listras douradas. Christian, homem de poucas palavras, descobria um mundo novo nas histórias que Julian trazia consigo — de lugares distantes, idiomas estranhos, metáforas que descreviam o amor de formas que ele nunca ousara imaginar.

Julian, por sua vez, que sempre se sentira um nômade, encontrou um ponto fixo. Encontrou lar no jeito cuidadoso como Christian encadernava um livro danificado, no silêncio confortável que eles compartilhavam, no café sempre pronto.

O amor deles não foi declarado com grandes gestos. Foi sussurrado na troca de olhares sobre as páginas, no ombro de Christian que se tornou apoio para Julian durante longas leituras, na mão de Julian que, certo dia, cobriu a de Christian sobre o balcão, interrompendo um bocejo.

Um ano depois, na mesma livraria, agora fechada para um “evento privado”, Julian organizou uma caça ao tesouro com pistas escondidas nos livros favoritos de Christian. A última pista levou-o ao livro de poemas português que os unira. Dentro, uma página havia sido cuidadosamente substituída. Era uma tradução feita por Julian, de um poema anônimo, que terminava assim:

*”E o amor não era mar nem terra firme,*
*mas o lugar onde ambos se encontravam:*
*um viajante que parou, um dono que partiu.”*

Christian ergueu os olhos, emocionado. Julian estava diante dele, segurando não um anel, mas uma pequena chave antiga. “É para a minha nova estante de livros”, disse Julian, a voz embargada. “Mas ela é muito grande para o meu apartamento. Acho que precisará ficar aqui. E eu, provavelmente, também.”

Christian sorriu, o primeiro sorriso largo e despreocupado que Julian via. E respondeu, em um sussurro que era uma promessa, uma declaração e um novo começo, apenas:

“Sempre foi seu.”

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