Chris Damned & Quin Quire
Chris Damned encontrou Quin Quire no parque de diversões abandonado, os brinquedos enferrujados rangendo na brisa noturna como ossos velhos.
— Por que aqui? — Chris perguntou, acendendo um cigarro.
Quin Quire estava montado num cavalo de carrossel, imóvel, os olhos fixos no nada. A lua desenhava sombras no seu rosto magro.
— Porque foi aqui que a gente se perdeu. Lembra?
Chris lembrava. Vinte anos atrás, duas crianças brincando de esconde-esconde. Uma nunca foi encontrada. Pelo menos não inteira.
— Você sumiu por duas décadas, Quin. Todo mundo achou que tinha morrido.
— Quase morri. O que sobrou passou anos tentando voltar pra casa.
Quin Quire desceu do cavalo devagar, os ossos estalando como as engrenagens do parque.
— Por que me chamou agora?
— Porque você é a única pessoa que me procurou. Todos os outros desistiram. Você não.
Chris jogou o cigarro no chão, esmagou com o pé. Abriu os braços.
— Vem aqui.
Quin Quire aproximou-se. Dois homens abraçados no meio de um parque morto, reconstruindo o que o tempo tentou apagar.






