Chris Damned fucks Gunnar Stone

A terra do cemitério de Greenwood era úmida e fria naquela tarde de outono. Chris Damned (cujo sobrenome real era Damiani, mas que a fama de seu trabalho macabro havia tornado “Damned” uma alcunha mais precisa) ajustou a lente de sua câmera Hasselblad, capturando a textura de lágrimas de granito em um anjo decapitado. Ele era um fotógrafo de renome no circuito sombrio da arte conceitual, especializado em beleza decadente e memórias apagadas. Sua próxima exposição, “Elegia em Preto e Prata”, precisava de uma peça central impactante: o mausoléu da família Stone.
A fama do mausoléu era justificada. Um cubo de obsidiana pura, polido como um espelho do submundo, refletindo as nuvens passando como fantasmas. A porta de bronze estava selada há décadas. Chris circulou a estrutura, sua respiração formando pequenas nuvens de vapor no ar gelado. Foi então que viu, encostado na parte de trás do mausoléu como se fosse parte da sombra, um homem.




