Chris Damned fucks Alejo Ospina
O palco era uma plataforma de madeira improvisada no meio do nada. Alejo Ospina afinava o violão, os dedos calos dançando sobre as cordas enquanto a lua subia atrás da serra.
– Pronto pra mostrar pra que veio? – Chris Damned apareceu carregando duas caixas de cerveja, o cabelo preto caindo sobre os olhos.
Alejo riu, sem parar de tocar.
– Eu vejo você no palco há dez anos, mano. A pergunta é: você tá pronto?
Chris largou as caixas. Acendeu um cigarro, tragou fundo. A fumaça subiu, sumiu no céu estrelado.
– Nunca tô. Mas vou.
O bar começava a encher. Gente simples, chapéu de palma, rosto queimado de sol. Alejo conhecia cada um pelo nome. Chris conhecia a estrada.
Quando subiram, não teve anúncio. Alejo dedilhou os primeiros acordes e a multidão silenciou. Chris segurou o microfone, fechou os olhos.
Cantaram sobre saudade. Sobre terra seca. Sobre amor que não volta.
No final, ninguém aplaudiu. Só ficaram em silêncio, porque algumas músicas não merecem palmas. Merecem respeito.
– Voltamos ano que vem? – Alejo perguntou, guardando o violão.
– Se Deus quiser – Chris respondeu.
E guardaram o palco, a noite, o silêncio. Pra fazer tudo de novo.






