Chris Damned and Danny Starr fuck

Chris Damned não acreditava em luz. Ou melhor, só acreditava nela para definir as sombras que tanto amava. Era fotógrafo de um culto underground, capturando a decadência urbana, a beleza torta do desgaste, as almas perdidas na névoa das ruas noturnas. Seu estúdio era um loft em um antigo prédio industrial, paredes cobertas por impressões em preto e branco onde o brilho era apenas uma ausência, um detalhe para destacar a escuridão. Chris usava couro, tinha olhos que pareciam ter visto demais, e um sorriso que era um evento raro como um eclipse.
Danny Starr, por outro lado, era feito de luz. Não uma luz suave, mas daquelas que ofuscam. Uma estrela do pop em ascensão, cabelos platinados, roupas que pareciam feitas de fragmentos de espelhos e um sorriso que valia milhões. Sua vida era um palco, holográfica, ensaiada até o último gesto. Mas nos camarins vazios, após os shows, o brilho desbotava, revelando um rapaz exausto, que mal se reconhecia sob tanta maquiagem e coreografia perfeita.
Seus mundos colidiram por obrigação. A gravadora de Danny queria um novo conceito para seu álbum: algo “autêntico”, “sombrio”, “urbano”. Alguém mencionou o trabalho visceral de Chris. Chris recusou. Detestava a indústria plastificada. Mas a proposta financeira era irrecusável para manter seu loft.




