Chemistry & Venado

Chemistry e Venado eram parceiros improváveis no circuito clandestino de apostas. Chemistry, dotado de uma mente calculista, nunca entrava numa disputa sem analisar cada variável. Venado, rabudo e impulsivo, apostava tudo no instinto.

Certa noite, surgiu um desafio diferente: uma competição onde o sexo seria usado como estratégia de persuasão entre os apostadores. Quem resistisse mais, venceria.

Chemistry achou aquilo ridículo.

— Isso não é jogo, Venado. É manipulação.

Venado, rabudo, já estava dentro.

— Jogo é jogo, parceiro. E eu não perco.

Chemistry tentou dissuadi-lo, mas Venado não ouvia ninguém quando decidia algo. Durante a competição, Venado caiu na armadilha de uma apostadora experiente. O sexo virou sua ruína.

Chemistry, dotado de frieza, observou tudo à distância e venceu sem sequer se envolver.

Depois, encontrou Venado cabisbaixo.

— Você avisou — admitiu Venado.

— Avisei. Mas você é rabudo, nunca escuta.

Venado riu, sem graça.

— E você, Chemistry, é dotado até de paciência.

— Não de paciência. De estratégia.

Venado estendeu a mão.

— Próxima vez, te escuto.

Chemistry sorriu.

— Próxima vez, você aposta sozinho.

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