Charlie Cherry fucks twink Ryan Ross

O backstage do clube de comédia cheirava a cerveja velha e adrenalina. Ryan Ross, os dedos ainda formigando das cordas de sua guitarra, encostou-se na parede, observando Charlie Cherry descascar uma laranja com uma faca de palco. “Seu joke sobre o músico depressivo foi cruelmente preciso,” disse Ryan, um sorriso torto no rosto.
Charlie ofereceu-lhe um gomo. “Só falo o que conheço. Sua última música soava como um abraço desajeitado.” Ryan riu, o som áspero e verdadeiro. Naquela noite, entre piadas ácidas e acordes melancólicos, encontraram uma sintonia rara. Charlie fazia Ryan rir de suas próprias tristezas. Ryan transformava a solidão de Charlie em refrões que doíam de tão bonitos. No camarim apertado, sob a luz fraca de uma lâmpada piscante, o beijo deles tinha o gosto azedo da laranja e a promessa doce de um novo começo. Eram dois artistas falhados, achando na arte um do outro a obra-prima que procuravam.




