Carlos Sanoval fucks Victor Vivone

Carlos Sanoval encontrou Victor Vivone no terraço do edifício mais alto da cidade, onde o vento tentava apagar qualquer palavra.
— Você não ia vir — Victor disse, sem se virar.
— Eu sei.
Foram parceiros na polícia por doze anos. Até que Victor cruzou a linha que Carlos nunca se dispôs a cruzar. Um caso. Uma bala. Um inocente no chão.
— Por que me chamou? — Carlos perguntou, aproximando-se.
Victor finalmente o encarou. O rosto que um dia foi amigo agora carregava marcas que o tempo não apagaria.
— Porque só você pode entender.
— Entender o quê? Que você traiu tudo?
— Que às vezes a gente falha. E não tem volta.
Carlos ficou em silêncio por um longo minuto. Depois, lentamente, tirou um distintivo do bolso — o antigo, o que dividiam — e o colocou na mão de Victor.
— Não há perdão. Mas há saudade.
Desceu as escadas sem olhar para trás. Victor ficou lá, sentindo o peso frio do metal, sabendo que havia perdido a única coisa que realmente importava.






