Camilo Brown and Nico Mucci – a breeding

O metrô lotado fez Camilo Brown tropeçar diretamente nos braços de Nico Mucci. O aroma doce de café da garrafa de Camilo manchou o casaco impecável de Nico.
“Desculpe!”, exclamou Camilo, constrangido.
Nico, em vez de se irritar, riu. “O dia mal começou e já tem sabor.”
Esse encontro acidental tornou-se rotina. Camilo, florista apressada, e Nico, arquiteto metódico, cruzavam paths na mesma estação às 8h17. Breves trocas de olhares e sorrisos substituíram palavras.
Até que uma segunda-feira fria chegou, e Nico não apareceu. Camilo sentiu um vazio absurdo. No dia seguinte, com coragem improvável, deixou um único girassol encostado na catraca.
Nico encontrou a flor. E, naquela noite, esperou na floricaria fechada, com o casaco ainda manchado de café.
“Eu mudei meu trajeto por um mês para te encontrar”, confessou Nico.
“E eu derramo café todo dia de propósito”, admitiu Camilo, sorrindo.
O amor deles não foi um acidente, mas uma colisão cuidadosamente orquestrada por dois corações que já se procuravam no mesmo mapa.




