Caio Veyron vivia de livros e cafés frios, alma de vidro. FitFrench11 era músculo, suor, repetições exaustivas na academia.
Cruzaram-se num parque. FitFrench tropeçou no caderno de Caio, espalhando poemas pelo chão.
“Lê direito”, pediu Caio, irritado.
FitFrench pegou uma página. “’Seu corpo é meu mapa’… escreveu isso?”
Caio corou. “Não era para você.”
“Era para quem?”
O silêncio respondeu. Naquele instante, o halterofilista entendeu que os versos mais pesados não estão nos livros — estão no peito de quem ousa amar sem proteção.

