Caden Dior fucks Oliver Carter

O estúdio cheirava a mofo e café velho. Caden Dior encarava as teclas do piano, os olhos fixos num ponto nenhum.
— Três meses, Caden. Três meses sentado aí sem tocar uma nota.
Oliver Carter fechou a porta atrás de si. Não era empresário, não era produtor. Era apenas o único amigo que restava.
— Não consigo, Oli. A música acabou.
Oliver puxou uma cadeira, sentou ao lado do piano. Ficaram em silêncio por um longo minuto.
— Lembra quando a gente tinha dezessete anos? — Oliver começou, a voz calma. — Você compôs aquela música horrível pro baile da escola. Rimava “amor” com “dor”.
Caden soltou uma risada seca.
— Foi terrível.
— Foi. Mas você tentou.
Oliver tirou algo do bolso. Um velho isqueiro enferrujado.
— Achei isso no seu carro. Foi o primeiro presente que você me deu, quando vendemos nosso primeiro riff. Disse que era pra eu acender a chama quando a escuridão chegasse.
Caden pegou o isqueiro, sentindo o peso nas mãos. Girou a rodinha. Uma pequena chama dançou no ar.
— Por que você nunca desistiu de mim? — perguntou, a voz falhando.
Oliver sorriu.
— Porque alguns acordes merecem um segundo movimento.




