Bruno ZL and Augosto Phellipe fuck

Bruno ZL era o locutor da rádio universitária, famoso por sua voz grave e por nunca mostrar o rosto. Augosto Phellipe era o técnico de som que arrumava os cabos, ajustava os microfones e observava Bruno em silêncio todas as noites.
“Você tem uma voz de cinema”, disse Augosto certa vez, corando logo depois.
Bruno riu, os fones pendurados no pescoço. “E você tem mãos de músico.”
A partir dali, virou rotina: Bruno falava, Augosto ouvia. Entre uma música e outra, trocavam olhares que diziam mais do que qualquer transmissão. Bruno começou a dedicar músicas sem dizer para quem. Augosto sorria, sabendo.
Numa noite de chuva, o sinal caiu. Silêncio total no estúdio. Bruno olhou para Augosto. “Acho que agora ninguém está ouvindo.”
“Eu estou”, disse Augosto, aproximando-se.
Bruno tirou os fones. “Então ouve isso.”
O beijo foi interrompido pelo retorno do sinal — e pela risada dos dois. Bruno voltou ao ar, a voz meio trêmula. “Essa vai para alguém que sabe consertar tudo, até o silêncio.”
Augosto, atrás do vidro, sorriu. E dedicou a ele a próxima música.



