Braxton Cruz e Markus Stone eram caçadores de relíquias. Certa noite, dentro de uma tumba esquecida na floresta, encontraram dois amuletos idênticos.
— Só um pode ser levado — disse Markus, com a mão na faca. — É a regra.
Braxton olhou para o amuleto, depois para o rosto do parceiro. Lembrou-se dos anos de estrada juntos: das emboscadas, das fomes, dos risos bêbados sob a lua. Então, sem hesitar, jogou o dele no chão e o pisoteou.
— Agora só resta um — falou, calmamente. — Seu.
Markus encarou os cacos, guardou a faca e recolheu o amuleto intacto. Na saída da tumba, virou-se:
— Você é mais idiota do que eu pensava, Cruz.
— E você é mais rápido com a faca do que com os sentimentos, Stone.
Foram embora em silêncio. No acampamento, Markus colocou o amuleto sobre a fogueira. Queimou até virar cinzas.
— Regra nova — disse. — Nada que nos separe.

