Bradley King achava que santos moravam no céu. Até conhecer Heathen Halo numa boate suja de neon.
Ele dançava como se o mundo fosse acabar. Cabelo escuro, olhos de quem já viu o inferno. Bradley não resistiu.
— Você parece um anjo caído — disse, sem jeito.
Heathen riu, amargo.
— Anjo? Sou só um pagão com auréola torta.
Bradley segurou seu rosto.
— Então me ensina teu tipo de céu.
E ali, entre cigarros e música alta, Heathen Halo sentiu algo que julgava morto: esperança. Beijou Bradley como quem reza pela primeira vez. E, pela primeira vez, foi correspondido.

