Braden Sherota, Brandon Cardoso, Julian Barboza – everyone gets fingered

O céu sobre a cidade de São Célio tingiu-se de laranja e púrpura quando o sol começou a descer. Para Braden Sherota, aquele não era apenas o fim de mais um dia de treinos exaustivos no dojô, mas o prelúdio do que ele chamava de “caça noturna”. Braden era um rastreador, alguém com um dom quase sobrenatural para encontrar o que estava perdido. Sua especialidade, no entanto, eram pessoas. E naquela noite, ele não estava trabalhando sozinho.
Do outro lado da cidade, em um apartamento repleto de livros de direito e telas de computador, Brandon Cardoso ajustava os óculos e analisava uma série de registros financeiros. Se Braden era o músculo e o instinto, Brandon era o cérebro. Um especialista em direito digital e forense contábil, ele conseguia encontrar um fio de cabelo em um oceano de dados. A ponta solitária que ele procurava estava lá, escondida em uma transação fantasma entre várias camadas de laranjas corporativas. Ele enviou uma mensagem rápida: “Encontrei o rastro. Ele passa pelo armazém da doca 7. Julian já foi avisado.”
Julian Barboza era o elemento entre eles, a ponte que conectava a mente de Brandon aos sentidos de Braden. Motorista de rally nas horas vagas, ele conhecia cada rua, cada beco, cada atalho da cidade como a palma da mão. Seu carro, um hatch antigo mas absurdamente modificado, era uma extensão de si mesmo. Ele recebeu a localização no GPS customizado do painel e sorriu. “Hora do passeio”, murmurou, girando a chave de ignição.




