BR Rick Dotadão – another hot latin fucking
O ar na lan house “Nexus” estava carregado de suor, energia nervosa e o clique frenético de dezenas de mouses. Era a final do torneio local de Dota 2, e a equipe da casa, “Os Calangos”, estava encurralada. No centro da tempestade, com um boné virado para trás e os olhos grudados na tela, estava Ricardo, mais conhecido como **Rick Dotadão**.
Ele não era o carry. Não era o mid laner superstrela. Rick era o suporte 5. O faz-tudo. O herói anônimo que comprava as wards, o fumegante, que dava sua vida para que o carry pudesse escapar com um fio de HP. Enquanto seus companheiros gritavam nomes de habilidades e pediam ganks, Rick estava em silêncio, seus dedos dançando no teclado com uma calma quase sobrenatural.
“Rick, preciso de visão no Roshan!” gritou o carry, sua voz distorcida pelo fone.
Rick não respondeu. Ele já estava lá. Enquanto a equipe inimiga se agrupava, pensando ter o elemento surpresa, eles pisaram em uma ward perfeitamente posicionada por Rick. O suporte inimigo foi pego desprevenido e eliminado em segundos.
“É agora, Dotadão!” alguém gritou.
Era a deixa. Rick engoliu seu orgulho, vendeu um item menor e comprou uma *Gem of True Sight*. Era uma jogada arriscada, quase suicida. Ele, o membro mais frágil do time, agora carregava o item mais valioso e cobiçado do jogo.
“Protejam o Dotadão!” ordenou o capitão.
O que se seguiu foi um balé de caos. Rick, com a Gem, se tornou o farol da equipe. Ele andava na frente, revelando unidades invisíveis inimigas, desfazendo armadilhas. Ele era o alvo principal, e ele sabia. Sua morte seria uma catástrofe.
Em uma jogada de mestre, ele se ofereceu como isca no topo do mapa. Dois heróis inimigos pularam sobre ele. Mas era o que ele queria. Enquanto focavam em Rick, o resto dos “Calangos” abateu o Roshan e garantiu o Aegis para o carry.
Rick morreu. Mas morreu sorrindo.
“Vamos, time! É a nossa chance!” ele falou, sua voz finalmente ecoando calmamente no chat de voz.
Com a visão que Rick proporcionou e o Aegis seguro, “Os Calangos” marcharam pela lane do meio, varrendo a base inimiga em uma investida imparável. A tela congelou no “VICTORY”.
Os companheiros de equipe pularam, gritaram, se abraçaram. Rick apenas tirou os fones, deixou escapar um longo suspiro e esticou as mãos. Um sorriso tranquilo iluminou seu rosto.
O dono da lan house veio até ele, batendo em suas costas. “Foi incrível, Rick! Você carregou o jogo!”
Rick balançou a cabeça, pegando sua mochila. “Eu não carreguei ninguém. Só plantei as wards certas.”
Enquanto saía da “Nexus”, o sol da tarde o cumprimentou. Nas ruas, ninguém sabia que aquele cara de jeito simples era o **Rick Dotadão**, o suporte que virou o jogo não com kills, mas com paciência, sacrifício e a visão para enxergar o que ninguém mais enxergava. Para ele, a vitória de verdade não estava no placar, mas no som do “thump” satisfatório de uma ward sendo colocada no lugar perfeito.




