BR EX-BBB JUNINHO MOTOBOY colocou o brinquedinho no rabo bem putão
A chuva fina insistia em molhar o capacete. Juninho Motoboy parou no sinal vermelho e limpou o visor com a mão enluvada. No banco de trás, a marmita ainda fumegava — corrida das onze, entregar na Vila Nova antes do almoço.
O sinal abriu. Ele acelerou, desviou de uma poça, costurou entre os carros. Na esquina da padaria, seu Expedito acenou. Juninho acenou de volta, sem parar.
— É hoje que o filho dele chega de viagem — pensou.
Entregou a primeira marmita. Depois a segunda. Na terceira, uma subida íngreme, a CG começou a tossir. Ele fez cara feia, embreou, desceu o morro de banguela e parou no mercadinho do Seu Zé.
— Óleo, Juninho. Tá no bagaço — disse o velho, limpando as mãos no avental.
Juninho comprou uma garrafa, completou o nível, limpou o excesso com uma flanela surrada. Ligou a moto. Ela roncou firme, agradecida.
— Valeu, Seu Zé. Amanhã pago.
— Paga nada, menino. Me traz um pão doce na volta.
Juninho sorriu por dentro do capacete. Acelerou morro acima, a chuva já tinha passado. No céu, um pedaço de arco-íris teimava em aparecer entre os prédios.




