Jess Royan sempre dançava entre dois irmãos: Pablo Cortes, o fogo, e Sebas Cortes, a calma. Pablo a convidava para noites intensas, risadas altas, brigas doces. Sebas oferecia chá às três da manhã, ouvidos atentos, ternura discreta.
Certa noite, Jess adoeceu. Pablo levou flores vermelhas. Sebas trouxe sopa e um cobertor.
Jess sorriu, fraca. “Vocês dois vão me matar.”
Pablo riu. Sebas apenas disse: “Fica.”
Ela ficou. Mas, entre o amor que queima e o que acolhe, Jess aprendeu que escolher não é justo — e o coração, às vezes, cabe mais de um nome.

