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Anteo Chara and Kayden Gray – a blowjob on the bathroom floor

O vento no topo do Monte Ainos, em Cefalônia, era uma entidade viva. Ele uivava entre as raras árvores de Abies Cephalonica, os abetos gregos endêmicos que eram o objeto de estudo de Anteo Chara. Biólogo e guarda-florestal, Anteo era um homem da terra, mais confortável com a linguagem das raízes e do vento do que com a dos homens. Seu mundo eram as encostas silenciosas, o cheiro de resina quente no ar, e os dados precisos de seu GPS e cadernos de anotação impermeáveis.

O helicóptero que pousou na clareira rochosa foi uma violação. Um ruído de lâminas metálicas que dispersou os pássaros e fez Anteo cerrar os punhos. Dele saiu Kayden Gray, fotógrafo de desastres da National Geographic. Sua missão: documentar os incêndios florestais que ameaçavam a região, focando no “impacto humano”. Ele era esguio, movia-se com a energia elétrica de quem está sempre a um passo à frente do caos, e seus olhos, por trás das lentes de uma câmera à prova d’água, pareciam escanear Anteo não como uma pessoa, mas como um elemento potencialmente interessante do cenário.

“Autorização do ministério”, Kayden gritou, por cima do ruído do rotor, estendendo um papel plastificado. Anteo pegou-o com dedos sujos de terra, deu uma olhada e devolveu.

“Você atrapalha”, disse Anteo, em um grego carregado de sotaque local, antes de se virar e retomar sua trilha.

Kayden, no entanto, não era do tipo que se intimidava. Seguiu Anteo, seus passos leves e rápidos em contraste com a marcha pesada e deliberada do guarda-florestal. Por um dia inteiro, foi uma sombra irritante. Tirou fotos de tudo: de um tronco queimado, de uma flor teimosa brotando na cinza, das mãos calejadas de Anteo medindo a circunferência de uma árvore. Anteo ignorou-o com uma frieza de granito.

A virada aconteceu no fim da tarde. Kayden, em sua pressa por um ângulo, pisou em um trecho de terra frágil à beira de um desfiladeiro. O solo cedeu. Em um instante, ele estava pendurado, segurando-se em uma raiz exposta, sua preciosa câmera balançando perigosamente no pescoço. O pânico, pela primeira vez, apagou a expressão calculista de seu rosto.

Anteo não hesitou. Não correu. Movimentou-se com a calma devastadora de um predador. Deitou-se no chão, estendeu o braço, e seu agarre no pulso de Kayden foi como a mordida de um torno. Puxou-o para cima com uma força que parecia absurda vinda de um homem de sua estatura. Kayden caiu de lado na terra segura, ofegante, a camisa rasgada.

Por um longo momento, só se ouviu a respiração ofegante de Kayden. Ele olhou para Anteo, que já estava de pé, escovando a terra dos joelhos, sem oferecer uma palavra de conforto.

“Por que você fez isso?”, Kayden perguntou, a voz trêmula. “Eu… eu só atrapalho.”

Anteo o encarou, seus olhos escuros como a terra úmida sob as árvores. “Porque você é parte da floresta agora. E aqui, cuidamos dos nossos.”

Aquela frase, dita sem emoção, quebrou algo em Kayden. Ele, que via o mundo através de uma lente, que transformava tragédias em composições equilibradas, foi visto, pela primeira vez em anos, não como um observador, mas como um ser que pertencia ao quadro. E que era digno de ser salvo.

Nos dias que seguiram, a dinâmica mudou. Kayden parou de fotografar Anteo como um sujeito. Começou a fotografar o *trabalho* dele: as mãos cuidadosas inoculando um fungo benéfico, os olhos escaneando o dossel das árvores em busca de sinais de doença, a paciência infinita. Anteo, por sua vez, começou a apontar coisas: um ninho de águia quase invisível, a trilha secreta dos javalis, o modo como a luz da manhã revelava a saúde de uma folha. Ele falava em grego, e Kayden, que não entendia uma palavra, começou a entender o tom. Era um tutorial lento e silencioso.

Kayden mostrou suas fotos a Anteo na tela da câmera. Anteo, que nunca dera importância à estética, viu sua floresta, seu trabalho, através dos olhos de Kayden. Viu a beleza épica na luta silenciosa, a dignidade na resistência. E Kayden viu, pela lente, a profundidade no homem simples. Viu a história em suas cicatrizes, a inteligência em seus gestos econômicos.

O amor brotou como os cogumelos após a chuva: repentino, frágil e vital. Nasceu quando Anteo, ao explicar a simbiose entre uma árvore e um fungo, usou os dedos para entrelaçar as mãos de Kayden, mostrando a conexão. O toque durou. O ar parou. E Kayden, o nômade, sentiu uma raiz crescer em torno de seu coração.

Quando a missão de Kayden terminou, o helicóptero voltou. Desta vez, o som não parecia uma violação, mas uma sentença. Kayden fez as malas em silêncio. Anteo o observou da porta da cabana de madeira.

“Você vai embora”, disse Anteo, uma afirmação, não uma pergunta.
“É o meu trabalho”, Kayden respondeu, evitando seu olhar.
“Você tira fotos do que está perdido”, Anteo continuou, sua voz suave. “Para que as pessoas lembrem.”

Kayden ergueu os olhos, seus olhos azuis-aço agora turvos. “E se eu não quiser mais fotografar apenas o que está perdido? E se eu quiser… ficar com o que ainda está aqui?”

Anteo cruzou os braços, uma fortaleza de flanela e silêncio. “A floresta não é um lugar para visitantes. É um lugar para quem fica.”

Kayden deixou cair sua mochila. Caminhou até Anteo. Perto o suficiente para sentir o calor de seu corpo, o cheiro de pinho e terra.

“Então me ensina a ficar”, sussurrou Kayden.

Anteo não sorriu. Mas seus olhos suavizaram. Levantou a mão e tocou o rosto de Kayden, limpando um traço de cinza da testa com o polegar áspero.

“A primeira lição”, ele disse, sua voz um baixo zumbido que Kayden sentiu nos ossos, “é que as raízes crescem devagar. Você tem paciência?”

Kayden inclinou a cabeça, encostando a testa na de Anteo. A resposta não veio em palavras. Veio no suspiro que soltou, um suspiro de rendição e chegada ao lar. E quando se beijaram, sob a copa dos antigos abetos, o beijo foi um pacto silencioso: o fotógrafo de coisas efêmeras e o guardião do eterno haviam decidido focar, juntos, em um único frame – aquele que conteria o resto de suas vidas.

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