Angelo Barroso fucks The Gregorio Twins
A barca rangia contra o cais quando Angelo Barroso desembarcou, a mala de couro batendo na coxa. Dois rapazes o aguardavam, tão idênticos que pareciam reflexo um do outro.
— The Gregorio Twins — apresentou-se o primeiro, estendendo a mão.
— Prazer. Sou o outro — completou o segundo, no mesmo tom.
Angelo franziu o cenho.
— Preciso saber quem é quem.
— Não precisa — disseram em uníssono.
A vila dormia sob a neblina. Os gêmeos conduziram Angelo por ruas de paralelepípedo até uma casa azul. Dentro, uma mesa posta para três, retratos na parede mostrando os mesmos rostos em décadas diferentes.
— O problema — começou Angelo, abrindo a mala — é que vocês dois herdaram a mesma terra.
— Sabemos.
— E a lei exige divisão.
Os gêmeos trocaram olhares. O da esquerda coçou a nuca.
— A gente não quer divisão.
— Queremos acordo — completou o da direita.
Angelo esperou.
— Fica com a terra — disseram juntos. — A gente quer é distância um do outro.
Pela primeira vez, Angelo notou: nos retratos, nunca estavam abraçados. Apenas lado a lado, como estranhos de mesma face.




