Angel Elias fucks Trevor Elastic – No Peeking or You’ll Get Your Hole Creamed
O mundo de Angel Elias era ordenado, previsível e silencioso. Ela era uma encadernadora de livros, e seus dias eram medidos pelo ritmo paciente da agulha perfurando o papel, pela cola secando lentamente, pelo cheiro reconfortante do couro e da cola de ossos. Sua vida era como um de seus livros restaurados: linda, intacta, mas fechada.
Até que Trevor Elastic se mudou para o apartamento ao lado.
Trevor era o oposto de tudo isso. Pintor, músico de uma banda de garagem inexistente e colecionador de experiências absurdas, ele era um turbilhão de cores e sons. Seu nome, “Elastic”, não poderia ser mais adequado. Ele se esticava em todas as direções, ocupando o espaço não apenas físico, mas também o espaço vital de quem estivesse por perto.
O primeiro encontro foi um desastre. Às 3 da manhã de uma terça-feira, o som de um baixo distorcido e de uma bateria eletrônica invadiu o silêncio sagrado de Angel. Ela bateu à sua porta, um furacão de indignação e olheiras.
A porta se abriu para revelar um homem com o cabelo desalinhado, manchas de tinta na camiseta e um sorriso que era ao mesmo tempo desconcertante e genuíno.
“Alô, vizinha! Acha que o *riff* precisa de mais grave?” perguntou ele, sem um pingo de arrependimento.
“O que ele precisa é de um botão de desligar”, ela retorceu, secamente.
Ele riu, um som aberto e contagioso. “Impossível. A musa não opera por interruptor. Eu sou Trevor.”
“Angel. E eu opero por interruptor. Precisa dormir.”
Ele desligou o som na mesma hora. “Feito. Uma trégua por uma xícara de açúcar?”
A “trégua” se tornou um hábito. Angel começou a encontrar pequenas invasões de Trevor em sua vida: um desenho tolo dela com cara de sono deixado debaixo de sua porta, um convite para ver as estrelas do telhado do prédio, a oferta de ajudá-la a carregar pesadas pilhas de papel. Ele era elástico, mas também era resiliente, sempre se moldando para caber um pouco na vida dela sem se quebrar.
Um dia, ele apareceu em sua porta com um livro velho e quase desintegrado.
“É o primeiro livro que meu avô me deu”, explicou Trevor, sua voz incomumente séria. “Consegue magicá-lo de volta à vida?”
Angel aceitou o desafio. Durante semanas, eles trabalharam juntos nas noites silenciosas da oficina dela. Ele a observava, fascinado pela precisão de seus movimentos, e ela, por sua vez, ouvia as histórias por trás de cada mancha e rasgo do livro. Ele aprendeu sobre a paciência do processo; ela aprendeu a ouvir o silêncio entre as palavras dele.
Quando o livro ficou pronto, Trevor não olhou para ele primeiro. Olhou para Angel.
“Você sabia”, ele disse, sua voz um sussurro áspero, “que eu não acredito em anjos? Até agora.”
O coração de Angel, tão bem encadernado e protegido, sentiu como se uma página tivesse sido virada, revelando um texto que sempre esteve lá, mas que ela nunca teve coragem de ler.
“Você sabia”, ela sussurrou de volta, um sorriso tímido brincando em seus lábios, “que elástico é a única coisa que pode segurar coisas frágeis sem as quebrar?”
Ele se inclinou e beijou-a, e naquele momento, Angel Elias percebeu que o amor não era sobre encontrar alguém que se encaixasse perfeitamente em sua vida pronta. Era sobre encontrar alguém disposto a esticar seus limites, a colorir suas páginas em branco e a ajudá-la a escrever uma história nova, imprevisível e perfeitamente imperfeita. Juntos, a ordem e o caos haviam encontrado uma harmonia própria.



