Angel Elias fucks Enzo Muller – Saddle Uptown
O aroma de café e tinta fresca era a essência da livraria “Paraíso Perdido” de Angel Elias. Ela organizava os livros não apenas por autor ou gênero, mas por como eles a faziam sentir. A seção de poesias ficava perto da janela, para pegar o sol da manhã; os romances tristes ficavam perto do balcão, para que ela pudesse oferecer um chocolate amargo junto com a venda.
Foi em uma tarde chuvosa de outono que Enzo Muller entrou em sua vida, ou melhor, tropeçou nela, derrubando uma pilha inteira de livros de capa dura com um estrondo que fez até o gato da loja espreguiçar-se com indignação.
“Desculpe! Mil vezes, desculpe”, ele disse, a voz um pouco rouca, enquanto se ajoelhava para ajudar a juntar os volumes. Seus olhos eram da cor do céu antes de uma tempestade, e suas mãos, calejadas e com vestígios de tinta, pareciam estranhamente delicadas ao pegar um frágil livro de poesias de Cecília Meireles.
“Tudo bem”, Angel respondeu, o coração batendo um pouco mais rápido do que o normal. “Acontece. As pessoas geralmente tropeçam nos meus sonhos, não nas estantes.”
Enzo sorriu, um sorriso tímido que fez pequenas rugas aparecerem ao redor de seus olhos. “Enzo. Sou carpinteiro. Estou instalando as prateleiras novas na padaria da esquina.”
“Angel”, ela apresentou-se, pegando o livro que ele estendia. “E eu acho que suas mãos foram feitas para criar coisas mais sólidas do que poesia.”
Ele veio no dia seguinte, sob o pretexto de comprar um livro para sua mãe. E no outro, para perguntar se ela tinha algo sobre a história do mobiliário art déco. As visitas tornaram-se um ritual. Enzo trazia um croissant quente da padaria, ela fazia o café. Ele falava sobre a textura da madeira, sobre a beleza dos veios naturais e a satisfação de unir peças com precisão. Ela falava sobre metáforas, sobre personagens que pareciam reais e finais que doíam de tão bons.
Eles eram opostos. Angel era etérea, um ser de ideias e sentiment




