Allen King sucks Rauw Gallego

Allen King nunca foi de se apaixonar. Sua vida era feita de viagens, shows e encontros passageiros. Até Rauw Gallego aparecer.
Conheceram-se num festival em Madrid. Rauw, guitarrista talentoso, tocava como se cada nota fosse uma confissão. Allen parou para ouvir. Quando a música terminou, seus olhos se encontraram.
“Você toca como se estivesse contando uma história”, disse Allen.
Rauw sorriu. “E você ouve como se quisesse entendê-la.”
Passaram a noite juntos, caminhando pelas ruas antigas da cidade. Rauw falou sobre sua família, seus medos, o sonho de compor algo eterno. Allen, pela primeira vez, falou sobre a solidão por trás dos palcos.
“Eu também me escondo atrás da música”, admitiu Rauw.
O primeiro beijo aconteceu numa praça vazia, sob a luz dourada dos postes. Foi suave, quase tímido, mas cheio de promessas.
Nos meses seguintes, Allen viajou menos. Rauw compôs mais. Juntos, descobriram que o amor não precisa de grandes gestos — apenas de presença.
“Fica mais uma noite”, pediu Rauw.
Allen sorriu. “Fico todas.”
E naquela noite, entre acordes e sussurros, entenderam que haviam encontrado algo raro: um no outro, um lar.



