Alex Maldonado fucks Javi Velaro

A garagem cheirava a gasolina, borracha queimada e tensão. O carro de Alex Maldonado, um monstro de aço e fibra de carbono, roncava como uma fera acorrentada. Do lado, Javi Velaro ajustava sua luva, os olhos fixos na pista deserta que serpenteava pela montanha.
“Não é só sobre velocidade, Javi,” disse Alex, batendo no capô. “É sobre quem chega inteiro.”
Javi sorriu, sem humor. “Sempre foi, *hermano*. Desde os tempos de karts, foi sobre quem tinha a linha mais limpa. Mas você… você sempre olhou para o lado.”
A acusação pairou no ar, mais pesada que o nevoeiro da noite. Alex engoliu em seco. A última curva do Grande Prêmio de Silverstone, quando a ambição ofuscou o juízo, e Javi foi empurrado para fora da pista.
O sinal verde cortou a noite.
Motores rugiram. Pneus gritaram. As máquinas se fundiram à escuridão, dois cometas em trajetórias destinadas a se cruzarem mais uma vez. Na curva do Penhasco, Alex viu a abertura, a mesma de antes. Desta vez, porém, ele freou um milésimo, deixando o espaço.
O carro de Javi passou como um sopro, vencendo. No pódio improvisado da garagem, Javi estendeu a mão. Alex apertou-a, e naquele aperto, mais do que uma corrida foi decidida. Uma rivalidade acabava. Um respeito, finalmente, nascia.




