Alex Maldonado fucks Alfonso Osnaya

Alex Maldonado sempre acreditou que sua vida era um mapa já traçado. Alfonso Osnaya era um cartógrafo de almas, desenhando novos caminhos onde outros só viam rotina.
Eles se cruzaram numa biblioteca empoeirada. Alex buscava estabilidade nas prateleiras de Direito. Alfonso, por acaso (ou destino), lia um compêndio de mitos sobre labirintos.
“Você parece perdido”, disse Alfonso, seu olhar gentil desarmando a postura rígida de Alex.
“Estou exatamente onde devo estar”, Alex retrucou, defensivo.
Alfonso apenas sorriu e, dias depois, enviou a Alex um mapa antigo, marcado com uma rota que terminava no café onde ambos estavam naquele momento.
Aceitar o convite foi o primeiro desvio de Alex. E descobriu que se perder com Alfonso era, na verdade, encontrar-se. Nas conversas intermináveis, Alfonso mapeava os sonhos que Alex mantinha engavetados, e Alex trazia ao mundo colorido de Alfonso um toque de realidade que o ancorava.
Num domingo qualquer, Alfonso entregou-lhe um novo mapa. Nele, duas linhas paralelas, suas trajetórias solitárias, desviavam suavemente uma em direção à outra, entrelaçando-se no centro.
“Para onde isso leva?”, Alex perguntou, os dedos tremendo levemente sobre o papel.
“Para qualquer lugar”, Alfonso respondeu, sua mão cobrindo a de Alex. “Desde que seja juntos.”




