Alex Ink and Dragon Rojo fuck – Looking for a place to fuck
Alex Ink não escrevia com tinta, mas com sangue. Não o próprio — ele desenhava cicatrizes nos braços com caneta vermelha, mapas de dores que nunca sentiu.
Dragon Rojo encontrou ele no terraço da escola, desenhando mais um rio no antebraço.
— Parece um dragão — disse Rojo, apontando.
Alex Ink ergueu os olhos. Rojo tinha cabelo pintado de vermelho-sangue e uma camisa queimada no punho.
— Você entende de dragões?
— Meu nome é Dragon. E vermelho é minha cor.
Alex Ink riu, baixo. Mostrou o braço.
— Este é o rio Letes. Onde as almas esquecem.
Dragon Rojo sentou ao lado. Pegou a caneta.
— Me empresta?
Desenhou uma chama saindo do rio, vermelha sobre o vermelho seco.
— Dragões não esquecem — disse. — Eles queimam.
Alex Ink olhou para o braço, para o fogo que não doía, mas aquecia.
— Por que vermelho? — perguntou.
Dragon Rojo apontou para o céu, para o sol se pondo.
— Porque o dia precisa sangrar um pouco antes de dormir.
Ficaram em silêncio vendo o sol morrer. E pela primeira vez, Alex Ink não sentiu vontade de desenhar nada.




