Alex Gede & XJonKuch
A noite em Berlim estava fria demais para estarem naquele terraço, mas Alex Gede não se importava. Encarava o horizonte iluminado da cidade como se pudesse decifrar ali todas as respostas que evitava buscar.
XJonKuch surgiu pelas escadas de metal, suas botas ecoando em cada degrau. Trazia duas cervejas e uma expressão que Alex já conhecia bem.
“Pensei que não viria,” Alex disse, sem desviar o olhar.
XJon se aproximou, apoiando-se no parapeito ao seu lado. “Sempre venho. Mesmo quando você finge que não quer.”
O vento gelado cortava entre eles, mas nenhum dos dois se mexeu. Existia entre Alex e XJon uma coisa construída em silêncios, em madrugadas que se estendiam até o amanhecer, em conversas que começavam com discussões e terminavam em entendimento.
“Estou cansado,” Alex confessou, a voz mais baixa.
XJon finalmente o olhou, seus dedos roçando o pulso de Alex. “Eu sei.”
Foi o suficiente. Não precisavam de mais. Ali, no frio que mordia a pele, os dois se inclinaram um contra o outro, compartilhando o peso que nenhum nome podia carregar sozinho.




