Alejo Ospina fucks Felippe Masson
No velho sebo da esquina, Alejo Ospina folheava um exemplar de “O Morro dos Ventos Uivantes” quando uma mão tocou a sua.
— Esse é o meu favorito — disse Felippe Masson, sorrindo sem graça. — E estava guardando há meses.
Alejo devolveu o livro, mas seus dedos demoraram a se soltar.
— Podemos ler juntos?
Começaram assim: um capítulo por noite, alternando vozes entre cafés e calçadas desertas. Felippe gostava de explicar as passagens tristes; Alejo, as esperançosas. Na última página, já era madrugada.
— E agora? — perguntou Felippe, a voz quase um sussurro.
Alejo fechou o livro e o deixou de lado.
— Agora a gente escreve o nosso.
Foi assim que, entre páginas emprestadas e silêncios compartilhados, descobriram que o amor não precisa de epílogo — apenas de alguém disposto a começar de novo ao seu lado.





